Por Nilvo Della Senta

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Mato Grosso do Sul é a entidade representativa de primeiro grau da categoria, filiado à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul. Sua carta sindical foi expedida em 25 de junho de 1979.

A categoria econômica representada é a da indústria metalmecânica — desde a siderurgia, laminação, trefilação, fundição, artefatos de metal em geral — enfim, toda atividade industrial que transforma o metal, ferroso ou não ferroso, em produtos acabados, remanufaturados ou recuperados.

Nossa categoria representa a indústria de base brasileira e é altamente dependente de mão de obra qualificada. Com o passar dos anos, o setor industrial se diversificou e novos segmentos passaram a ocupar espaço no cenário produtivo e, naturalmente, também na demanda por qualificação profissional. Isso trouxe desafios adicionais para o setor metalmecânico, que precisa agora buscar soluções próprias para formar e manter uma mão de obra técnica cada vez mais preparada.

Nosso sindicato sempre buscou articular, junto ao SENAI e demais instituições, parcerias para a formação de profissionais qualificados. E agora temos uma grande oportunidade de acelerar esse processo: a parceria entre empresas, escolas SENAI e demais instituições públicas e privadas de ensino, por meio do CEMPE — Comitê Empresa-Escola.

A importância dessa parceria é tão grande que, com esse projeto, estamos convictos de que resolveremos nosso principal desafio: a formação de mão de obra qualificada. Digo isso porque essa parceria envolve programas de estágio, treinamentos profissionais, desenvolvimento de habilidades específicas e diversas ações voltadas à preparação de estudantes e trabalhadores para atenderem às necessidades reais das indústrias — especialmente aquelas voltadas ao setor metalmecânico.

A grande sacada desse projeto são as microcertificações — ou minicursos — que poderão ser oferecidos diretamente aos trabalhadores das indústrias, com foco em qualificações específicas. Por exemplo: aprender a operar uma única máquina, depois outra, e assim por diante. Isso traz praticidade, rapidez e eficiência para o processo de qualificação dentro da própria indústria.

Não menos importante é o fato de que essas microcertificações poderão ser oferecidas também nas escolas públicas e privadas, em paralelo ao ensino médio. Ou seja, os alunos terão a oportunidade de conhecer profissões desde cedo, o que os ajudará na escolha mais consciente do curso superior e na construção de uma carreira mais sólida e preparada para o mercado.

O resultado disso é a oferta de mão de obra qualificada. E, como consequência, teremos melhoria na qualidade dos processos, redução do tempo de adaptação de novos funcionários, aumento da produtividade e elevação da competitividade das indústrias.

Ao integrar o CEMPE, nosso sindicato se fortalece perante a sociedade e, principalmente, junto às indústrias, ao contribuir efetivamente para a solução de uma das maiores dores do setor. Com a melhoria na qualidade da mão de obra, teremos o fortalecimento da indústria metalmecânica em nosso estado, gerando mais oportunidadesde emprego e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.

O fortalecimento do setor também impulsiona o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul, atrai investimentos, fomenta a inovação e cria um efeito multiplicador sobre outros segmentos da economia, contribuindo para um crescimento mais sustentável. Além disso, uma indústria metalmecânica mais forte abre portas junto ao governo estadual, viabilizando apoios, parcerias e soluções para demandas que hoje ainda desestimulam o investimento e a expansão do setor.